Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Estado aposta em integração logística, obras e modernização para garantir competitividade no comércio internacional
Michelly Perez - 14/04/2026 • 09:58
Foto: Gerson Wálber/OAB-MS
O Governo de Mato Grosso do Sul intensificou as ações para garantir que a estrutura da Rota Bioceânica esteja preparada para atender às demandas logísticas e comerciais do mercado internacional. O projeto, considerado um dos mais ambiciosos da América do Sul, promete transformar o Estado em um dos principais corredores de exportação do país.
A rota conecta o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina, encurtando distâncias e reduzindo custos no transporte de mercadorias — especialmente para mercados asiáticos. O projeto foi apresentado ontem (13) pelo secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, na reunião da Comissão Especial de Direito de Integração da Rota Bioceânica – Rota Latino-Americana (CEDIRB-RILA), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), em Campo Grande.
Mais do que rodovias, o desafio envolve a criação de uma estrutura completa de suporte logístico. Segundo o governo estadual, é necessário investir em plataformas logísticas, centros de distribuição e instalações de apoio ao transporte de cargas.
Além disso, gargalos ainda persistem, principalmente nas regiões de fronteira, onde processos aduaneiros e burocráticos podem comprometer a eficiência da rota.
A proposta vai além da construção física e inclui integração de sistemas, digitalização de documentos e harmonização de regras entre os países envolvidos.
Com cerca de 3.900 quilômetros de extensão, o corredor bioceânico atravessa quatro países e deve reposicionar Mato Grosso do Sul no mapa logístico global.
A expectativa é reduzir o tempo de transporte em até duas semanas, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no comércio exterior.
Setores como agronegócio, celulose e proteínas estão entre os principais beneficiados, com impacto direto no escoamento da produção.
Apesar do avanço das obras, especialistas apontam que a eficiência da rota depende de fatores além da infraestrutura física. Entre os principais entraves estão:
A estratégia do governo é consolidar Mato Grosso do Sul como um hub logístico internacional, atraindo investimentos e ampliando a inserção do Estado no comércio global.
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