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Cadastro informa as empresas que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão
Michelly Perez - 09/04/2025 • 10:36
Foto: MPT-MS
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, publicou hoje (9) a atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. A nova edição inclui 13 empresas de Mato Grosso do Sul.
Segundo o MTE nesta atualização, 155 empregadores foram incluídos no Cadastro. Desses, 18 foram inseridos em razão da comprovação de trabalho análogo à escravidão em atividades domésticas. Além disso, entre as atividades com maiores registros estão: criação de bovinos (21); cultivo de café (20); trabalho doméstico (18); produção de carvão vegetal (10); e extração de minerais diversos (7).
Balanço realizado pela Revista A Foto confirma que em Mato Grosso do Sul foram 11 empresas classificadas, todas com sede no interior do Estado. Dentre os municípios, Corumbá lidera com (6 registros), em seguida aparecem Ponta Porã, Angélica, Porto Murtinho e Aparecida do Taboado, Laguna Carapã, Dourados e Caracol, com uma empresa cada.
Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho (MPT), confirmou o resgate de sete trabalhadores entre eles três indígenas e dois adolescentes, em uma Fazenda Bahia dos Carneiros, localizada na zona rural do município, região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Em depoimento eles confirmaram a falta de água potável, de banheiros e de alojamentos adequados para descanso foram algumas das irregularidades constatadas. Além disso, somente um trabalhava com registro na Carteira de Trabalho e outros confirmam que não tinham direito a dia de descanso.
Conforme o MPT, somente em 2025, 33 trabalhadores já foram resgatados em condições análogas à de escravo, todos eles em propriedades rurais, localizadas em Porto Murtinho e Corumbá.
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