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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Mulheres indígenas lideram mudança para áreas urbanas de MS

Em doze anos, população em área metropolitana do Estado cresceu 181,1%

Michelly Perez - 20/12/2024 • 11:39

Foto: reprodução/UFMS

De 2010 para 2022, a população indígena em áreas urbanas de Mato Grosso do Sul aumentou 181,1% com a mudança de mais de pessoas para as cidades, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O que chama a atenção é que em áreas rurais fora de terras indígenas, havia 101,34 homens para cada cem mulheres. No entanto, em áreas urbanas fora de terras indígenas, havia 88,52 homens para cada cem mulheres, confirmando a predominância feminina nesse modelo de mudança.

Os resultados confirmam o cenário de protagonismo registrado nos últimos anos em todo Mato Grosso do Sul, com a presença mais frequente de mulheres indígenas ocupando espaços em diferentes setores, tais como a educação, a arte e a pesquisa.

Exemplo disso foi que em 2022, a acadêmica Priscila Caetano Amorim tornou-se a primeira indígena a defender um trabalho de conclusão de curso na Faculdade de Direito (FADIR) da UFMS. O tema de pesquisa da jovem do Povo Terena foi “O TJMS e a Questão Indígena: análise sobre a prisão domiciliar durante a pandemia de Covid 19”.

A mudança também fez com que o Estado fosse classificado como o 8º com a maior proporção de pessoas indígenas em áreas rurais, atingindo em  2022, a marca de 41.861 pessoas o que representa 35,94% do total de indígenas em Mato Grosso do Sul.

Municípios destaque

Destaque entre os municípios com maior número de população em área urbana ficou por conta de Campo Grande (18.434), Dourados (12.054) e Amambai (9.988). Por outro lado, as menores proporções foram identificadas em Alcinópolis (7) e empatados com 3 pessoas indígenas ficaram Taquarussu e Pedro Gomes.

 

Tags: área urbana, IBGE, indigenas,