Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Denúncia aponta para pessoas internadas em UPAS e CRS, onde a família precisava levar comida
Michelly Perez - 17/09/2024 • 07:26
Foto: UPA Cel Antonino – arquivo Marcos Maluf
Após denúncia de que acompanhantes e pacientes internados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Centros Regionais de Saúde (CRS) da Capital estariam por mais de 24h sem alimentação, o Ministério Público instaurou um inquérito para apurar se a Prefeitura de Campo Grande está oferecendo os alimentos necessários durante a espera por um leito hospitalar.
Conforme a 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou caber às unidades de urgência manter pacientes em observação por até 24h , devendo proceder ao encaminhamento daqueles que não tiveram o quadro resolvido. Desse modo, em razão de “parceria” da SESAU com a Secretaria de Assistência Social (SAS), há “fornecimento pontual de dietas solicitadas pelas unidades nas demandas de vulnerabilidade social extrema
Por sua vez, o promotor de Justiça, Marcos Roberto Dietz, relembrou que essa não é a realidade das UPAs e CRS, levando em conta uma vistoria técnica realizada em 2023, na qual, em 8 dias, constatou que 139 pacientes aguardaram por mais de 3 dias em Unidades de Pronto Atendimento e nos Centros Regionais de Saúde, pacientes chegaram a aguardar por mais de 9 dias.
Em reunião realizada no dia 10 de setembro, o município informou que tem tomado medidas para reduzir o tempo de espera de pacientes por um leito hospitalar, contudo, não há, até o momento, empresa contratada para fornecimento de alimentação.
A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura de Campo Grande sobre o caso, quem informou que ainda não foi notificada sobre o inquérito. “A Sesau informa que ainda não recebeu o ofício da instauração do referido IC para resposta, mas estão sendo adotadas as providências cabíveis que o caso requer”, finalizou o comunicado.
*** Matéria editada para inclusão do posicionamento do município***