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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Militares da PM e Bombeiro salvam vitima por telefone e agora tentam um reencontro

Jovem esfaqueado quase morreu, mas socorro por telefone salvou a vida do homem desconhecido

Marcos Maluf - 22/10/2023 • 06:00

Equipe da Polícia Militar composta pelo sargento Diego Fantussi Lopes Thiago, 35 anos, e da cabo Renata Barboza Rodrigues, 33 anos, tiveram apoio do militar do Corpo de Bombeiros, cabo Felipe Silva Alves de Oliveira, 31 anos, no salvamento de um homem vítima de arma branca em Campo Grande.

O trabalho em conjunto realizado por telefone, ajudou a vítima a sobreviver até a chegada do socorro. Agora, o trio tem o desejo de descobrir a identidade do homem e conhecê-lo fora da ocorrência.

O caso aconteceu há 2 anos e meio, mas todo o trabalho marcou a vida dos três que guardam na memória cada detalhe daquela noite.

Foi no dia 27 de março de 2021, época de pandemia. Conforme relatou Sgt PM Fantussi, os militares passavam pelo local quando foram acionados por testemunhas para atender a vítima no chão.

Um rapaz em uma poça de sangue precisava de ajuda. A princípio, os militares pensavam ser uma vítima de acidente de trânsito, mas logo descobriram que foi uma tentativa de homicídio.

O homem ferido tinha duas perfurações de aproximadamente 3 centímetros, uma próximo à axila e outra na altura dos rins.

Cabo PM Renata completa a história lembrando os detalhes. “De imediato começamos tentar conter sangramento, ele quase perdendo os sinais vitais, peguei o celular para ligar para o Corpo de Bombeiros, só que a linha estava congestionada, então liguei para o cabo  Silva do Corpo de Bombeiros, expliquei a situação e recebi as orientações. Ele passou os primeiros socorros até a chegada da viatura”, lembra.

Foram 20 minutos até a chegada do resgate que foi interceptado por uma viatura avançada. “O estado dele já era grave, mas com muita rapidez foi levado para UPA Universitário e depois transferido para Santa Casa”, lembra a Cabo da Polícia Militar, Renata.

A vítima foi identificada por documentos que portava no bolso. A equipe tentou obter informações através dos moradores sobre o ocorrido, porém, sem êxito de qualquer informação tão pouco de alguma materialidade do possível crime apenas poças de sangue próximo da vítima.

A gravidade do caso, marcou o cabo Felipe: “Era por volta de 22h, estava na minha folga, época de pandemia, parei o que estava fazendo para atender a Renata, que estava a caminho de uma ocorrência e encontrou essa vítima. A princípio, pelas características descritas, era ferimento por arma branca. Perguntei se ela estava de luva e máscara para fazer o procedimento e fiz as orientações do primeiro atendimento até a chegada da unidade de resgate”, conta.

Durante a ocorrência Felipe cita que também ligou no Corpo de Bombeiros e pediu agilidade já que o estado da vítima era grave. “Renata comprimiu os ferimentos para que a vítima tivesse tempo de sobrevida. Foi um ato não comum de muita coragem e audácia neste atendimento, Renata não conseguiu falar na central, e nós fizemos aquilo que nem esperava, tudo em prol da sociedade para ajudar uma vida” pontua ele.

Felipe se sente agraciado por salvar uma vida atuando em equipe. “Graças a Deus conseguiram aguardar a chegada da unidade de resgate e eu consegui ajudar a guarnição”.

Mesmo quase 3 anos depois, Diego, Renata e Felipe, sentem curiosidade e desejo em saber quem era a vítima e como ele se encontra agora. Os policiais militares e o bombeiro, gostariam de rever a vítima e saber como ela viveu nesses dois anos, e como se sente em nascer de novo.

Caso a vítima reconheça a própria história, pode entrar em contato com a revista A Foto, através do botão de whatsapp no canto da tela  para promover esse reencontro.

E voce? tem ou conhece uma linda história? faça contato no botão de whatsapp!