Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Secretária municipal confirma que os hospitais já operam na capacidade máxima
Da Redação - 01/05/2024 • 08:42
Prefeita Adriane Lopes/ A FOTO
A Prefeitura de Campo Grande decretou ontem (30), a situação de emergência na saúde pública do município por 90 dias, devido à alta ocupação dos leitos hospitalares, principalmente os pediátricos. Agora, a coordenação prepara-se para formalizar um pedido de suporte ao Governo Federal, a solicitação será encaminhada nos próximos 10 dias.
Conforme noticiado anteriormente pela Revista A Foto, a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, confirmou o caos na saúde pública da Capital. Diariamente, as reclamações sobre superlotação de unidades e a alta demanda por atendimentos são registradas nas redes sociais, por parte de usuários do Sistema Único de Saúde do município.
Os dados mais recentes indicam que já foram registrados 1.033 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 68 mortes relacionadas a estas condições somente neste ano no município. “Estamos preocupados com o aumento da internação. A maioria dos internados sofre de complicações respiratórias e os hospitais estão operando em sua capacidade máxima“, informou a secretária.
Sem recursos suficientes para atender a demanda crescente, Anderson Adolfo Scipião dos Santos, coordenador da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande, confirma que o município deve pleitear apoio financeiro federal para enfrentar o surto de SRAG.

Adolfo Scipião- Defesa Civil
“Nos próximos 10 dias, iremos detalhar ao Governo Federal toda a situação crítica pela qual o município está passando, bem como as necessidades emergenciais que precisamos atender para efetivamente conter este surto”, explicou Scipião.
Este movimento é parte do plano estratégico para garantir recursos adicionais para a ampliação e fortalecimento das ações de saúde pública, incluindo o aumento no número de leitos e a contratação de mais profissionais de saúde.
“Este pedido de apoio financeiro surge no contexto do recente decreto municipal que estabelece medidas administrativas para mitigar o impacto do aumento dos casos de SRAG, enfatizando a urgência da situação e a necessidade de uma resposta rápida e eficaz para proteger a população, especialmente crianças e neonatos, que são os mais afetados pela atual crise de saúde”, conclui.
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