Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Atraso salarial expõe jogo de empurra-empurra entre consórcio e prefeitura
Michelly Perez - 11/12/2025 • 09:46
Foto: Marcos Maluf
A madrugada desta quinta-feira (11) foi de reunião entre os motoristas do transporte coletivo urbano que decidiram entrar em greve na próxima segunda-feira (15). A paralisação foi aprovada após o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo denunciar novos atrasos no pagamento de salários e benefícios — situação que, segundo o consórcio, ocorre porque a Prefeitura novamente não repassou os valores devidos.
O encontro foi conduzido pelo presidente do sindicato, Demétrio Freitas, em duas garagens da cidade. Ele relatou aos profissionais que o salário de novembro já acumula seis dias de atraso e que a situação tende a piorar: as empresas informaram não ter previsão de pagar a segunda parcela do 13º salário e nem o vale-alimentação previsto para o dia 20 de dezembro.
“As contas estão atrasando. Espero que decidam pela paralisação, porque ninguém quer ficar trabalhando sem receber”, afirmou Freitas.
A fala foi seguida de votação, na qual quase todos os motoristas ergueram as mãos favoráveis à greve.
O sindicalista destacou ainda que, caso o pagamento seja feito antes de segunda-feira, a greve será cancelada. Enquanto isso, a prefeitura de Campo Grande alega que não tem dívidas com o Consórcio e que os pagamentos foram realizados.
Na semana passada, o Consórcio emitiu uma nota afirmando enfrentar um “colapso financeiro” devido à falta de repasses do poder público. As empresas alegam estar com o caixa zerado, sem condições de arcar com gastos essenciais como combustível, manutenção dos ônibus, encargos trabalhistas e, principalmente, salários e benefícios dos motoristas.
Se nada mudar até lá, a cidade deve amanhecer sem ônibus na próxima segunda-feira, impactando milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo.
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