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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

(Vídeo) Prefeitura ignora a compra de suprimentos específicos e mães protestam novamente no CEM

"Querem nos fazer passar por mentirosas. Mas estamos aqui para dar voz aos nossos filhos", diz manifestante

Michelly Perez - 06/01/2025 • 11:47

Foto: Revista A Foto

Após seis dias do novo mandato de Adriane Lopes (PP), mães atípicas retomaram os protestos na porta do CEM (Centro de Especialidades Médicas) de Campo Grande, que deveria servir como ponto de entrega dos itens básicos como fraldas e leites previstos em ordens judiciais, mas que ainda estão em falta na rede pública.

Conforme noticiado pela Revista A Foto em outubro de 2024, a prefeitura de Campo Grande, por meio da secretaria municipal de saúde, confirmou a regularização das dietas e insumos dos pacientes especiais. Na ocasião, foi divulgada a compra de fórmulas no valor de R$ 980 mil que deveria atender a mais de 80 pacientes.

Na ocasião, um fato que gerou polêmica foi uma alegação do município da existência de um suposto esquema chamado de “máfia do Leite”, para Elisangela Silva de Souza, 42 anos, mãe do pequeno Enzo Rodi, 8 anos. Esse episódio mais uma vez foi criado para tentar menosprezar e fazer as mães passarem por mentirosas.

“Meu filho é cardiopata, faz uso de fraldas e há dois meses eu não pego. Recebemos antes da eleição, quando a prefeitura divulgou que estava tudo regularizado e, para limpar a barra, soltaram essa história de máfia do leite. Como que as mães vão vender leite, se quem pegava 17 pegou apenas 5? Quem pegava 30, pegou apenas 10?”, questiona Elisangela.

A mãe ainda acrescenta que a falta de insumos é algo recorrente e que lutam diariamente pela necessidade dos filhos.  “Nem todas as crianças pegaram a dieta para fazer a quantia certa prescrita pelo médico, tudo é a justiça que manda a prefeitura fornecer, não somos nós. Sempre querem nos menosprezar e nos fazer passar por mentirosas. Mas estamos aqui para dar voz aos nossos filhos”, disse.

Quinta categoria

Joelma Belo, 44 anos, é mãe da Maria Valentina, de 9 anos. Diagnosticada com dermatite de pele, ela precisa de fraldas específicas e medicação para refluxo. Durante o protesto, explicou que o município alega que os estoques estão abastecidos, o que acontece na prática é que cada criança possui um protocolo e necessidades específicas, que não estão sendo atendidas.

“Cada criança tem um processo individualizado, a prefeita alega que os estoques estão abastecidos, posta que as prateleiras estão cheias e que está tudo certo. Só que compram um leite de R$ 50, R$ 40, que as nossas crianças são alérgicas. No caso da minha filha, precisa ser uma marca específica que não condiz com a que é comprada, são de quinta categoria”, finaliza a mãe.

 

** A Revista A Foto questionou o município e ainda não obteve retorno**

 

 

 

Tags: Mães atípicas, Manifestação, protesto,