Campo Grande - quarta-feira, 24 de junho de 2026
Falta de café da manhã, apenas duas refeições por dia e exclusão de acompanhantes estão entre os principais problemas
Michelly Perez - 14/04/2026 • 09:43
Foto: Marcos Maluf
A alimentação de pacientes nas unidades de saúde de Campo Grande está longe do ideal. Vistorias realizadas pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsan), a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, apontaram falhas no fornecimento de refeições em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) da Capital.
O levantamento, feito em março e encaminhado no início de abril, reconhece que houve progresso: as refeições começaram a ser oferecidas após atuação direta do MPMS — algo que antes simplesmente não existia nas unidades. Apesar disso, o serviço ainda apresenta lacunas importantes.
Entre os principais problemas identificados estão a ausência de café da manhã e a oferta restrita a apenas duas refeições diárias, número considerado insuficiente para pacientes que permanecem internados por longos períodos.
Outro ponto crítico é a exclusão dos acompanhantes do serviço de alimentação — inclusive nos casos em que a presença é obrigatória, como para idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O relatório também aponta inconsistências nos horários das refeições, limitações na estrutura de armazenamento dos alimentos e a necessidade de adaptação das dietas conforme as condições clínicas dos pacientes, seguindo prescrição médica.
Diante das irregularidades, o MPMS acionou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), exigindo explicações formais e a adoção de medidas para corrigir as falhas.
Entre as recomendações estão:
A cobrança faz parte de um inquérito civil que acompanha a situação e segue em andamento. O caso evidencia uma realidade comum nas unidades de urgência, onde pacientes permanecem por períodos prolongados, muitas vezes sem estrutura adequada para necessidades básicas como alimentação.
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