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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Campo Grande em modo rock: Guns N’ Roses transforma a cidade em palco e em negócio

Fãs já começam a chegar de todo o país, comércio vibra e economia entra no ritmo da guitarra

Michelly Perez - 08/04/2026 • 08:20

Foto: divulgação

Campo Grande não fala de outra coisa. Nesta quinta-feira (9), a capital sul-mato-grossense entra de vez no mapa do rock mundial com a chegada do Guns N’ Roses — e o impacto vai muito além dos acordes.

Com mais de 30 mil ingressos vendidos, o show no Autódromo Internacional Orlando Moura promete uma noite histórica, reunindo gerações embaladas por clássicos e pela presença de ícones como Axl Rose, Slash e Duff McKagan. Mas, enquanto os fãs contam as horas, quem já está lucrando são os pequenos negócios da cidade.

Rock que gira a economia

Se no palco o som promete ser pesado, no comércio o movimento é intenso. Desde o anúncio do show, lojas temáticas, bares, restaurantes e hotéis vêm registrando aumento na procura. Na tradicional Feira Central, camisetas, acessórios e itens personalizados viraram “uniforme oficial” para quem quer curtir o evento no estilo.

O empresário, dono da Terror Rock Shop, loja de roupas e acessórios localizada na Feira Central de Campo Grande e músico Enrique “DxDxOx” percebeu o fenômeno antes mesmo da confirmação local. Segundo ele, a procura por produtos da banda começou ainda em 2025 e só cresceu desde então. Agora, a expectativa é de faturamento recorde.

“Com o anúncio do show em dezembro em Campo Grande, tivemos uma procura maior ainda, com pessoas querendo itens da banda para usar no dia, além da busca por produtos temáticos com inspiração na nossa cultura regional, como camisetas”, afirma Enrique.

E não para por aí: o efeito dominó atinge toda a cadeia — da alimentação à hospedagem — impulsionado principalmente por um dado que chama atenção: cerca de 70% do público vem de fora.

Excursões e logística 

Para dar conta da demanda, soluções criativas entraram em cena. Empresas locais organizaram excursões e transporte exclusivo para fãs, com mais de mil passageiros confirmados. A ideia? Garantir segurança e comodidade para quem vai pegar estrada e quer apenas se preocupar em cantar.

Como é o caso de Glédson Damacena, produtor de eventos e dono da Augusta Rock Store, que apostou no transporte de ônibus e já conta com mais de 1.200 passageiros confirmados.

“Temos ônibus saindo de Dourados, passando por outras regiões, e, em Campo Grande, a demanda só não é maior porque não há mais veículos disponíveis”, explica.

Ao mesmo tempo, a cidade também se adapta: novos acessos ao autódromo foram criados e operações especiais de trânsito e segurança foram planejadas para evitar congestionamentos e garantir uma experiência tranquila.

Campo Grande no radar internacional

Mais do que um grande evento, o show marca um divisor de águas. A cidade, conhecida como a “capital do sertanejo”, agora mostra que também tem espaço — e público — para o rock internacional.

Especialistas apontam que a vinda do Guns pode abrir portas para novos festivais e consolidar Campo Grande como destino de turismo musical. Em outras palavras: o espetáculo pode acabar, mas os efeitos devem ecoar por muito tempo.

E enquanto a primeira guitarra não ecoa no palco, uma coisa já é certa: Campo Grande nunca esteve tão rock’n’roll — dentro e fora do show. (com Sebrae MS)

Tags: economia, Guns N’ Roses, show,