Cesta básica/Marcos Maluf
No início de 2024, os brasileiros enfrentaram um aumento significativo no custo da cesta básica, com 16 das 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos registrando elevações de preço. A única exceção foi Fortaleza, que apresentou uma leve redução de 1,91%.
Entre as capitais que observaram um aumento, Campo Grande se destacou ocupando o 5º lugar em variação de preço, com uma alta de 5,60%. O custo médio da cesta básica na capital de Mato Grosso do Sul ficou em R$ 736,76, refletindo uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias locais.
Os maiores aumentos foram observados em Belo Horizonte (10,43%), Rio de Janeiro (7,20%), Brasília (6,27%) e Goiânia (6,18%), enquanto Campo Grande se uniu a outras cidades que enfrentaram uma alta significativa nos preços dos alimentos básicos.
Florianópolis liderou como a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo, atingindo R$ 800,31, seguida por São Paulo (R$ 793,39), Rio de Janeiro (R$ 791,77) e Porto Alegre (R$ 791,16). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 528,48), Recife (R$ 550,51) e João Pessoa (R$ 559,77).
Comparando os valores da cesta entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, nove capitais tiveram alta de preço, com destaque para as variações nas cidades do Sul: Florianópolis (5,21%), Curitiba (4,47%) e Porto Alegre (4,47%). Por outro lado, oito capitais apresentaram taxas negativas, variando entre -9,47% em Recife e -0,26% em Salvador.
Considerando a cesta mais cara, que foi a de Florianópolis em janeiro, o DIEESE estima o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. No último mês, esse valor foi estimado em R$ 6.723,41, o que equivale a 4,76 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.412,00. Essa realidade representa um desafio para muitos brasileiros, cujo poder de compra está cada vez mais comprometido pelos aumentos constantes nos preços dos alimentos básicos.