Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Pesquisa indica que o peixão da Sexta-Feira Santa também pode custar quase o dobro dependendo do bairro
Michelly Perez - 02/04/2026 • 09:04
Foto: divulgação procon
Se você estava planejando se jogar no chocolate e no peixe nesta Páscoa sem olhar o extrato bancário, o Procon de Mato Grosso do Sul acaba de te dar um motivo para respirar fundo e calçar o tênis de caminhada. A pesquisa do órgão identificou que o mesmo produto pode variar até 118,3%!
Ou seja: quem não pesquisa pode acabar pagando por um ovo de Páscoa e levando o equivalente a meio, se considerarmos o prejuízo.
Se você tem crianças em casa, prepare o coração (e a carteira). Os ovos infantis (aqueles de 80g com brindes de bonecas e desenhos famosos) são os campeões da disparidade.
Variação máxima: 118,3% (Dá para comprar dois em um lugar pelo preço de um no outro!).
Os queridinhos dos adultos: O ovo Ouro Branco (359g) variou 55,6%, enquanto o polêmico (e amado) Caribe (229g) teve diferença de 40,6% nas gôndolas.
Dica de ouro do Procon: Fique de olho no peso! Às vezes a embalagem é gigante, mas o chocolate “encolheu”. E não esqueça de conferir o selo do Inmetro nos brinquedinhos para evitar que a festa termine em susto.
Para quem não abre mão do cardápio tradicional, a peixaria também exige atenção. O filé de salmão é o item mais instável da lista, com uma variação de 82% e preço médio batendo na casa dos R$ 111,72.
Se você prefere o sabor da nossa terra, a oscilação é menor, mas ainda relevante:
Filé de Pintado (cativeiro): 33% de diferença.
Costelinha de Pacu: 31% de diferença.
Bacalhau Saithe: 43% de variação (para quem quer manter a tradição sem gastar tanto quanto no Porto).
O levantamento passou por 14 estabelecimentos da Capital entre supermercados e peixarias. A lição de casa para o campo-grandense é clara: os preços estão mudando mais rápido que o Coelhinho da Páscoa correndo pelo mato, influenciados por promoções relâmpago e estoque.