Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Mudança no estilo de consumo pode fazer com que supermercados vendam menos, estima da FCDL-CG
Michelly Perez - 07/02/2025 • 10:08
Foto: reprodução-supermercado escola
Campo Grande segue com um dos preços mais caros dos itens da cesta básica, a FCDLMS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul) tem acompanhado atentamente os impactos da alta nos preços dos alimentos no comércio varejista do Estado e prevê que a mudança no comportamento dos consumidores possa representar em vendas menores.
De acordo com o vice-presidente da FCDLMS, Edmilson Veratti, que também é presidente da Amas (Associação dos Supermercados de Mato Grosso do Sul), os commodities de alimentos que subiram nos últimos 2 meses foram: carnes bovinas (30%); cervejas (10%); farinha de trigo (20%); café (40%); e derivados de leite (15%).
“São vários motivos. O motivo, acredito eu, é questão climática, escassez de produto e dólar. Esses são um dos motivos que as indústrias vêm alegando para a gente. Por isso, as pessoas estão mudando o jeito de comprar, estão mudando as categorias, o churrasco durante semana não acontece mais, só final de semana. A carne bovina subiu mais de 40%, a pessoa migra para o peixe, migra para o frango, migra para outro tipo de proteína”, citou.
A Capital só fica atrás de São Paulo (R$ 851,82), Florianópolis (R$ 808,75), Rio de Janeiro (R$ 802,88) e Porto Alegre (R$ 770,63) e o representante dos supermercados também lembra que a carga tributária federal aumentou.
“EBoa parte desse aumento de preços tem a ver com aumento severo na carga tributária federal, isso é repassado, nós somos repassadores de impostos, nós somos quem coleta da sociedade impostos e repassa para o Governo Federal, se o Governo Federal tem esse apetite todo de aumentar arrecadação, nós vamos repassar para o preço do produto”, finalizou Edmilson.