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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Conciliando saúde financeira e emocional; veja estratégias para um ano equilibrado

Dicas de especialistas para enfrentar desafios financeiros sem comprometer a saúde mental

Da redação - 02/01/2024 • 13:00

Saúde financeira/Divulgação Unimed

A relação entre saúde financeira e emocional é intrínseca, e o impacto de um sobre o outro muitas vezes é desafiador de compreender. O equilíbrio entre as demandas monetárias e o bem-estar emocional é um ciclo crucial para a qualidade de vida, demandando atenção e soluções práticas.

Um estudo do Money and Mental Health Policy Institute revela que pessoas superendividadas têm três vezes mais chances de enfrentar problemas graves de saúde mental. Esse cenário se intensifica, já que 93% dos indivíduos com saúde mental abalada tendem a gastar mais do que o habitual, 92% enfrentam dificuldades em decisões financeiras e 74% adiam o pagamento de contas.

A psicóloga da Unimed Campo Grande, Simone Rodrigues, ressalta a importância do planejamento financeiro para preservar a saúde mental diante das contas típicas do início do ano. O despreparo para enfrentar essas despesas pode gerar estresse, ansiedade e insatisfação pessoal, influenciando diretamente no equilíbrio emocional.

“Além do planejamento financeiro, estratégias como exercícios de respiração, meditação e higiene do sono são aliados na manutenção da saúde mental”, afirma Simone.

Especialmente nesse período de transição de ano, surge a pressão das expectativas e metas a serem alcançadas. A psicóloga alerta sobre a importância de evitar objetivos irreais, que podem resultar em frustração e desânimo. “Trabalhar com pequenas metas realistas no dia a dia pode ser um caminho mais eficaz para atingir um objetivo final”, sugere.

Diante do cenário alarmante de inadimplência no país, a educadora financeira Sabrina Mestieri Nakao oferece conselhos práticos. Ela enfatiza a mudança de mentalidade financeira como um ponto de partida crucial, sugerindo o empreendedorismo ou venda de itens não utilizados para quitar dívidas ou iniciar mudanças significativas na vida.

A palavra-chave para a saúde financeira e emocional é o planejamento. Segundo Sabrina Nakao, ter um plano organizado para enfrentar imprevistos e entender as fontes de renda e despesas é essencial. Ela recomenda uma proporção de gastos ideal de 50% para necessidades e gastos fixos, 30% para gastos variáveis e 20% para reserva ou investimento, mas destaca a importância de um plano gradual para alcançar esse equilíbrio.

A psicóloga Simone Constantino enfatiza que ter um planejamento não é apenas seguir à risca, mas sim estar preparado para imprevistos. Encontrar esse equilíbrio entre estabilidade financeira e bem-estar emocional é uma jornada que demanda cuidado, mas que certamente vale a pena buscar.