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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Conflito no Oriente Médio já encarece custo de vida em MS e pressiona famílias

Alta do petróleo impacta frete, consumo e reduz poder de compra no Estado

Michelly Perez - 20/03/2026 • 10:25

Foto: Marcos Maluf

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a pesar no bolso dos sul-mato-grossenses. De acordo com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul e a CDL Campo Grande, o custo de vida no estado teve aumento imediato de cerca de 5%, impulsionado principalmente pela alta no preço dos combustíveis.

O fenômeno, conhecido como “inflação importada”, mostra como uma crise internacional pode ter efeitos diretos na economia local. Isso porque o aumento do petróleo eleva o preço do diesel, encarecendo o transporte de mercadorias e impactando toda a cadeia produtiva.

Segundo especialistas, Mato Grosso do Sul é ainda mais vulnerável a esse cenário devido à forte dependência do transporte rodoviário. Com o frete mais caro, os produtos chegam às prateleiras com preços mais elevados, pressionando o orçamento das famílias.

Impacto no consumo

A alta já reflete no comportamento do consumidor. Com menos poder de compra, famílias passam a rever gastos, trocar marcas e priorizar itens essenciais. Em alguns casos, o orçamento que antes durava o mês inteiro já não é suficiente.

Para o setor do comércio, o cenário também preocupa. A incerteza econômica reduz o consumo e força empresários a equilibrar preços para evitar queda nas vendas.

Representantes da FCDL-MS alertam que o impacto vai além dos combustíveis. “Não é apenas o preço da gasolina; é o custo logístico de tudo o que consumimos”, apontam especialistas do setor.

Efeito em cadeia

A alta do diesel afeta desde alimentos até produtos industrializados, criando um efeito em cadeia que atinge diretamente o dia a dia da população. O resultado é um “imposto invisível”, que reduz o poder de compra sem que haja aumento direto de renda.

A tendência, segundo o setor, é de atenção redobrada nas próximas semanas, já que a manutenção do conflito pode continuar pressionando preços e impactando a economia local.

Tags: Conflito, economia, oriente médio,