Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Saiba quem pode vender, quais documentos são exigidos e como funciona a comercialização
Michelly Perez - 26/01/2026 • 10:12
Foto: divulgação
Para quem vive da terra, comercializar o que colhe nem sempre é fácil, por isso é importante entender como funciona o processo para vender dentro da Ceasa e aproveitar as oportunidades.
O primeiro passo para o agricultor que quer vender na Ceasa é procurar o escritório da Agraer no seu município. A Agraer está presente nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e é quem orienta o produtor, oferece assistência técnica e avalia se ele se enquadra como agricultor familiar.
Depois de ser credenciado pela Agraer, o produtor faz o cadastro na administração da Ceasa-MS e passa a ter autorização para vender seus produtos no Cecaf, usando os espaços conhecidos como “pedras”, onde os agricultores colocam sua mercadoria para negociação. A partir desse cadastro, o produtor precisa retirar o romaneio, documento obrigatório que substitui a nota fiscal. Cada romaneio custa apenas R$ 5 e vale para uma carga de produtos levada à Ceasa, sendo esse o único custo que o agricultor tem para vender no Cecaf.
O produtor também pode escolher vender diretamente para as empresas que funcionam dentro da Ceasa, sem precisar se instalar no Cecaf. Nesse caso, é necessário apresentar o romaneio ou a nota fiscal, garantindo a procedência da mercadoria que entra no entreposto.
O movimento na Ceasa começa cedo, por volta das quatro horas da manhã, com a presença de comerciantes, representantes de empresas e consumidores finais em busca de produtos frescos, de qualidade e com bons preços.
A participação dos produtores de Mato Grosso do Sul na Ceasa cresce a cada ano. Entre janeiro e setembro de 2025, o Estado ficou em segundo lugar entre os que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortifrutigranjeiros comercializados, um crescimento de quase 9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os produtos mais vendidos estão a mandioca, a laranja e os ovos, reforçando a força da agricultura familiar sul-mato-grossense.