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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Colheita da soja é concluída em Mato Grosso Sul com queda na produtividade

Mapa determina período do vazio sanitário entre junho e setembro em Mato Grosso do Sul

Michelly Perez - 16/05/2024 • 10:30

Colheita soja/Foto: Reprodução

A Aprosoja/MS ( Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), confirmou que a colheita da soja para a safra de 2023/2024 foi concluída. A produtividade média estimada apresentou queda em relação ao ciclo anterior.

A semeadura do milho para a segunda safra de 2023/2024 foi concluída. A área plantada estimada é de 2,218 milhões de hectares. O término do plantio ocorreu 4 semanas mais tarde. Este atraso na semeadura pode ter implicações significativas para a cultura do cereal. Quanto mais tardia for a semeadura, maior é o risco de a cultura ser afetada por diferentes intempéries climáticas.

“Podemos afirmar que a safra de soja sofreu uma redução significativa devido a diversos fatores climáticos adversos. Este cenário é semelhante ao que estamos observando atualmente com a segunda safra de milho, onde já registramos perdas consideráveis no potencial produtivo devido ao estresse hídrico. Esta situação desfavorável impactou uma área total de 474 mil hectares em diversas regiões do estado, incluindo o sul, sudoeste, centro, oeste, nordeste, sul-fronteira e sudeste. Os períodos de seca mais intensos ocorreram entre março e abril, com 10 a 30 dias de estresse hídrico, e mais recentemente, entre abril e maio, com 10 a 20 dias sem chuva. Estes danos podem se agravar nas próximas semanas, pois as previsões indicam poucas precipitações para o estado. Portanto, é crucial que estejamos preparados para enfrentar esses desafios e buscar soluções eficazes para minimizar as perdas”, destaca o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

Soja e milho – Foto: iStock

Cotação de mercado

Em relação aos dados econômicos, o preço médio da saca de 60 Kg de soja, no Mato Grosso do Sul, registrou valorização de 0,41% entre os dias 6 e 13 de maio e foi cotada ao valor médio nominal de R$121,00 no dia 13 de maio.  Na Bolsa de Chicago houve desvalorização para todos os contratos entre os fechamentos do dia 6 a 13 de maio.  O preço da saca do milho no Mato Grosso do Sul apresentou valorização de 0,73%, entre os dias 06 e 13 de maio, e foi negociado ao valor médio de R$ 49,29, no dia 13.

Vazio Sanitário e Semeadura

O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) publicou ontem (15), a Portaria 1.111 que estabelece os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de soja em nível nacional, referentes à safra 2024/2025. Em Mato Grosso do Sul, a determinação prevê o prazo entre 15 de junho até 15 de setembro e a semeadura entre 16 de setembro a 31 de dezembro.

O vazio sanitário é o período contínuo, de no mínimo 90 dias, em que não pode plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Já o calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. Implementada no PNCFS (Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja) a ação visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

Para a definição das datas, o Mapa considerou as condições climáticas, bem como as sugestões encaminhadas pelos estados. “Para o estabelecimento dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura, utilizamos de dados técnicos, além de realizar reuniões com os órgãos estaduais defesa vegetal de forma individual e regional, analisando de forma conjunta, todas as propostas enviadas pelas unidades da federação”, explica a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção. (com assessoria)

Tags: Agricultura, Soja, Vazio Sanitário,