O Governo Federal esfriou a expectativa de milhões de microempreendedores ao informar que não há, neste momento, nenhuma proposta em elaboração para aumentar o limite de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) ou criar um mecanismo automático de correção dos valores.
A manifestação foi divulgada em nota oficial pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), após discussões e especulações sobre possíveis mudanças nas regras do regime simplificado.
Segundo a pasta, o tema envolve impactos econômicos, trabalhistas, sociais e fiscais considerados complexos, o que impede qualquer alteração imediata ainda em 2026.
“O debate exige uma modelagem técnica, jurídica e fiscalmente viável”, informou o ministério na nota.
Atualmente, o limite anual de faturamento do MEI segue em R$ 81 mil, valor que há anos vem sendo alvo de reivindicação por parte de empreendedores e entidades do setor, principalmente diante da inflação e do aumento dos custos operacionais.
Cautela
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, já vinha sinalizando em entrevistas recentes que o governo mantém cautela sobre mudanças no regime. De acordo com a pasta, a saúde fiscal do país continua sendo um dos pilares que orientam as decisões relacionadas ao empreendedorismo.
Apesar de descartar mudanças imediatas, o ministério afirmou que continua discutindo melhorias para o setor e avaliando propostas que poderão embasar futuros projetos a partir de 2027.
Entre as prioridades citadas pelo governo estão ações de capacitação para empreendedores, redução da burocracia e criação de novas oportunidades de negócios.
“O objetivo é continuar avançando na agenda do empreendedorismo de maneira permanente”, destacou o ministério.
A decisão repercute entre pequenos empresários, que aguardavam uma atualização do teto do MEI para ampliar o faturamento sem precisar migrar para outras categorias tributárias. Hoje, ultrapassar o limite pode gerar cobrança adicional de impostos e mudança de enquadramento empresarial.
Criado para formalizar trabalhadores autônomos e pequenos negócios, o MEI se tornou uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo no Brasil e já reúne milhões de brasileiros em atividade.