Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Falta de transporte impede trabalhadores de chegar às fábricas e impacta diretamente a produção industrial da Capital
Michelly Perez - 18/12/2025 • 08:36
Foto: Fiems
A greve dos motoristas do transporte coletivo em Campo Grande já provoca impactos significativos na economia e pode gerar perdas diárias de até R$ 58 milhões na indústria de transformação, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Fiems.
De acordo com o estudo, as perdas variam entre R$ 19 milhões e R$ 58 milhões por dia, a depender do número de trabalhadores impedidos de chegar ao trabalho por falta de transporte coletivo. O levantamento utilizou dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE.
Em Mato Grosso do Sul, cada trabalhador da indústria de transformação produz, em média, R$ 3.500 por dia útil. Em Campo Grande, o setor emprega cerca de 22 mil trabalhadores formais, distribuídos em segmentos como confecções, frigoríficos, indústria de alimentos, vidro, pré-moldados e marcenaria.
As simulações apontam que, com 25% de ausência, o prejuízo diário chega a aproximadamente R$ 19 milhões. Se metade da força de trabalho não conseguir se deslocar, as perdas sobem para cerca de R$ 38,5 milhões, podendo alcançar quase R$ 58 milhões caso 75% dos trabalhadores fiquem fora das empresas.
Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os números demonstram a gravidade da paralisação.
“Quando o trabalhador não consegue chegar à empresa, toda a cadeia produtiva é impactada, com reflexos diretos no emprego, na renda e na competitividade da cidade”, afirmou.
Além da indústria de transformação, outros setores também são afetados, como a construção civil, que enfrenta atrasos nas obras e prejuízos nos cronogramas de entregas.