Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Lojistas reclamam de reajustes muito acima da inflação e CDL cobra explicações da Prefeitura
Michelly Perez - 02/01/2026 • 10:42
Foto: Marcos Maluf
A entrega dos carnês do IPTU de 2026 virou dor de cabeça para comerciantes e moradores de Campo Grande. Mesmo com decreto municipal autorizando reajuste de 5,32%, equivalente à inflação, muitos contribuintes afirmam ter recebido cobranças com aumentos que vão de 20% a quase 400% em comparação ao ano passado.
Diante da enxurrada de reclamações, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande passou a receber relatos de empresários do comércio, proprietários de imóveis e até aposentados que, por lei, deveriam ter isenção do imposto. Segundo a entidade, os valores inesperados bagunçam o planejamento financeiro e aumentam a insegurança de quem tenta manter o negócio de portas abertas.
Para o presidente da CDL, Adelaido Figueiredo, o que está sendo cobrado não bate com o discurso oficial da Prefeitura.
“Na teoria, o aumento seria só pela inflação, mas na prática os carnês chegaram com valores muito mais altos. O comércio já enfrenta juros altos, custos elevados e vendas fracas. Esse impacto é pesado”, afirmou.
Entre os casos relatados estão imóveis que não passaram por nenhuma reforma, mas tiveram reajustes acima de 20%, além de situações em que o imposto praticamente quadruplicou. Há também aposentados que receberam cobrança integral mesmo tendo direito à isenção, o que aumentou ainda mais a revolta.
A CDL alerta que aumentos reais no IPTU só podem ocorrer com aprovação da Câmara Municipal e defende uma revisão geral das cobranças. A entidade teme que o custo acabe sendo repassado aos preços, pesando no bolso do consumidor.