A paralisação do transporte coletivo em Campo Grande chegou ao quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (18) e já provoca impactos significativos na economia da Capital. Segundo estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as perdas giram em torno de R$ 10 milhões por dia, totalizando quase R$ 40 milhões desde o início da greve.
Com a manutenção da paralisação, empresas seguem assumindo custos extras para manter o funcionamento. Setores como comércio, serviços, hotelaria, saúde e alimentação estão entre os mais afetados. Grandes estabelecimentos passaram a disponibilizar transporte próprio para funcionários, enquanto pequenos comerciantes recorrem a corridas por aplicativo para conseguir abrir as portas.
A CDL alerta que cada dia sem ônibus reduz a circulação de consumidores e compromete diretamente as vendas, especialmente em um dos períodos mais importantes para o comércio. De acordo com a entidade, parte do prejuízo não será recuperada, mesmo com o movimento típico do Natal.
A entidade reforça a necessidade de uma solução urgente para evitar o agravamento dos danos econômicos e sociais causados pela falta de transporte coletivo na cidade.