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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Pacote “Brasil Soberano” é criticado pela Fiems por juros e falta de segurança jurídica

Michelly Perez - 14/08/2025 • 09:53

Foto: Fiems

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, manifestou preocupação com o pacote “Brasil Soberano”, lançado pelo governo federal para ajudar empresas a lidarem com o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos. As críticas do líder empresarial se concentram, principalmente, na falta de juros acessíveis e na insegurança jurídica do plano.

O pacote governamental prevê medidas como o direcionamento de R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito. No entanto, para Longen, o valor não é o ponto principal, e sim as condições de pagamento.

“O governo não divulgou ainda a taxa de juros, então temos a expectativa de que isso possa mitigar o impacto das tarifas. Esperamos que, no mínimo, esses juros sejam parecidos com o que o mercado internacional opera, em torno de 3 a 4% ao ano. Do contrário, se forem praticados juros de Selic mais alguma taxa, as empresas vão quebrar”, alertou Longen.

O presidente da Fiems também criticou a forma como o governo federal tem conduzido a política de exportação do país. Ele questionou a medida de devolução de impostos via Reintegra, vendo-a como um reconhecimento de que o governo já cobra impostos sobre as exportações.

Além disso, Longen cobrou maior segurança jurídica para as empresas. “O governo federal diz que dará garantia jurídica para a operação até 2026. É outra preocupação que deixa claro que a política brasileira de exportação não tem segurança jurídica”, afirmou.

Para o líder empresarial, o programa foi lançado de forma precipitada. Ele defende que o governo deveria ter garantido a segurança jurídica e a devolução imediata de impostos há muito tempo, e não apenas em uma situação de emergência.

 

Tags: Brasil Soberano, FIEMS, Juros,