Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Com maior intenção por celebrações em casa, consumidores têm investido em peixes tradicionais e acessíveis
Michelly Perez - 24/03/2025 • 10:29
Foto: reprodução-internet
O período da Quaresma para as peixarias de Campo Grande representa a garantia do “13º salário” para os profissionais do setor. No Mercadão Municipal, o movimento tem aumentado nas últimas semanas e as expectativas são de que as vendas melhorem ainda mais, tendo como principal alvo a venda do Pacu e Pintado em suas diferentes versões.
Segundo Cleuber Linares, presidente do Mercadão Municipal, há também uma crescente procura por opções mais acessíveis, como carne moída de peixe e filés de menor custo. Sobre os preços, Linares esclarece que os reajustes seguem a correção normal de mercado e que fatores climáticos, como a seca na região amazônica, impactaram a produção, resultando em ajustes pontuais nos valores. “O peixe não sobe de preço porque é Quaresma. Há apenas uma correção natural, como ocorre com outras proteínas”, pontua.
A Matias Pescados estima que as vendas aumentem entre 30% e 40% no período, com pico de até 300% na Semana Santa. “Os consumidores procuram tanto os peixes regionais como filé de tilápia e pintado, quanto opções importadas, como salmão do Chile e frutos do mar”, comenta. Para atender à demanda, o comércio reforçou os estoques e se prepara para o período mais movimentado do ano.
Já na Beto Peixaria, a Quaresma deste ano pode superar o desempenho do ano anterior. “Trabalhamos o ano todo para a Semana Santa. Além do fator religioso, o preço da carne bovina levou muitos consumidores a optarem pelo peixe. Já estamos vendo uma movimentação maior, com clientes antecipando suas compras”, destaca.
Segundo Adelaido Vila, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG), o comércio tem se adaptado às novas realidades, com o consumidor cada vez mais focado em confraternizações durante as datas comemorativas e ele ainda lembra sobre a possibilidade de abertura do comércio durante o feriado de Tiradentes. “Pós-pandemia, notamos uma tendência forte de que as famílias estão investindo mais nas celebrações do que, muitas vezes, no presente. O comércio pode abrir no dia 21 de abril, desde que o lojista avise o sindicato com cinco dias de antecedência e cumpra as regras estabelecidas na convenção coletiva, como o pagamento das taxas e compensações para os funcionários”, finaliza Vila. (com informações CDL-CG)