Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
No cenário sul-mato-grossense, essa atividade ganha destaque especial devido à extensa bacia do Rio Paraguai
Redação - 22/10/2023 • 06:00
Pesca esportiva/Saul Schramm
A pesca esportiva emergiu como um dos pilares cruciais no setor turístico, encontrando terreno fértil para expansão no Brasil, graças à exuberante abundância de água doce que constitui 12% das reservas mundiais.
No cenário sul-mato-grossense, essa atividade ganha destaque especial devido à extensa bacia do Rio Paraguai. Enraizado nas águas que nutrem o Pantanal, este ecossistema único oferece aos pescadores uma experiência singular, amalgamando emoção e natureza.
Corumbá, favorecida pela diversidade de pescado, se firma como epicentro da pesca esportiva, entre fevereiro e início de novembro, atraindo entusiastas de todos os cantos. A complexidade hidrológica do local, sustentada por um intrincado sistema fluvial, se torna um paraíso para pescadores esportivos, impulsionando o turismo e injetando vitalidade na economia local.
Conforme o Diário Online, o sucesso de Corumbá movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano, aquecendo mercados de equipamentos, insumos e embarcações. Para Luiz Martins, presidente da ACERT, a pesca esportiva gera mais de mil empregos diretos por ano, incluindo guias, cozinheiros e pessoal de serviços, além de contribuir substancialmente para a cadeia do turismo.
Neste contexto, a pesca esportiva transcende a mera atividade de captura. Ela serve como um elo entre o turismo e a natureza, impulsionando viagens e experiências marcantes.
O município de Corumbá, com sua rica arquitetura e cultura centenária, oferece um cenário completo para quem busca além do prazer da pescaria, onde a sofisticação se encontra com a tradição, em um esforço contínuo para preservar e compartilhar essa joia do Pantanal sul-mato-grossense.
Serviços
A pesca esportiva em Mato Grosso do Sul é praticada de 1 de fevereiro a 5 de novembro, quando começa o período de defeso (piracema), estendendo-se por três meses. No Pantanal de Corumbá, por iniciativa das empresas que fazem parte da ACERT, prevalece a modalidade pesque e solte por adesão da maioria dos pescadores que compram seus pacotes de até cinco dias. Por lei, a captura, transporte e comercialização do dourado está proibida.