Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Iniciativa liderada pela Embrapa Cerrados visa fortalecer a produção de manga e maracujá entre agricultores da região
Da redação - 16/04/2024 • 08:41
Fruticultura/Breno Lobato
A região do Vão do Paranã, no Nordeste de Goiás, está em vias de experimentar um crescimento socioeconômico significativo através da produção de frutas irrigadas. O projeto “Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã”, lançado em 2023 pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa/GO), conta com a parceria técnica da Embrapa Cerrados.
O objetivo é beneficiar 2.500 famílias de agricultores assentados em Flores de Goiás, Formosa e São João d’Aliança, promovendo a irrigação de cultivos de manga e maracujá. Cada propriedade receberá kits de irrigação específicos para cada fruta, e o custeio dos sistemas será de responsabilidade dos agricultores, podendo ser financiado por instituições bancárias.
Com previsão de produzir anualmente cerca de 4,2 mil toneladas de maracujá e 6 mil toneladas de manga, o projeto já impactou positivamente os agricultores participantes. Os primeiros plantios, realizados entre setembro e outubro de 2023, contaram com assistência técnica e capacitação proporcionadas pela Emater/GO, Senar/GO e técnicos municipais.
A Embrapa Cerrados tem papel fundamental no projeto, desenvolvendo um software para gerenciar a irrigação e elaborando um curso para capacitar os produtores na sua utilização. O projeto também envolveu a entrega de uma estação meteorológica, que fornecerá dados climáticos essenciais para o manejo da irrigação.
Para os agricultores, o projeto representa não apenas um incremento na renda, mas também uma transformação social. A venda inicial de maracujá já trouxe resultados promissores, e a expectativa é de crescimento na produção e na renda das famílias envolvidas.
A iniciativa é vista como uma ferramenta de transformação social, especialmente para áreas com baixos Índices de Desenvolvimento Humano, como é o caso de Flores de Goiás. Além do desenvolvimento econômico, o projeto visa manter as famílias no campo, promovendo a permanência e a sustentabilidade das atividades agrícolas na região.