Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Procon-MS constatou que linguiças e peixes estavam armazenados fora da temperatura ideal
Michelly Perez - 20/03/2025 • 07:30
Foto: Processo-MPMS
De olho nos direitos dos consumidores, o Ministério Público transformou o Procedimento Preparatório em Inquérito para apurar denúncias feitas por um consumidor contra um supermercado localizado na Avenida Tamandaré em Campo Grande. Vistorias do Procon-MS confirmaram as informações do cliente e constataram que a unidade praticava diferença de preços entre os anúncios e o valor passado no caixa, além de expor carnes de forma irregular à venda.
Tudo começou em 2023, quando um consumidor denunciou que, mesmo comparecendo há cerca de 10 anos ao estabelecimento, nos últimos dois anos teria começado a fotografar os preços anunciados nas gôndolas, principalmente os promocionais, para evitar “surpresas” no caixa. No entanto, confirma que, por várias vezes, teve problemas.
“O solicitante relata que, reiteradas vezes, percebe que os produtos apresentam um preço na gôndola e, no momento que passa no caixa, os preços são maiores. Ainda menciona que muitos produtos estão com ausência de preço. Mesmo registrando reclamação, os funcionários do estabelecimento comercial não devolveram em dobro, nos moldes do Código de Defesa do Consumidor”, cita o promotor no processo.
Diante das acusações, o Procon-MS foi acionado em maio de 2024 e confirmou as irregularidades, além de constatar outros problemas. Dentre os “achados” consta no processo que o sabonete da marca Lux, cujo valor estava registrado na gôndola por R$ 2,09 e no caixa por R$ 3,89. Além disso, foram encontrados pacotes de linguiça e peixes que deveriam estar congelados, mas estavam com “aspecto amolecido”, já que estavam em temperaturas abaixo do exigido pelo fabricante.
Com todas estas informações, o Promotor de Justiça, Antonio André David Medeiros deu prazo de 15 dias para que o representante legal do Supermercado apresente resposta sobre os fatos identificados na unidade.