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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

“A medida protetiva salva, ir na delegacia salva, fazer a denúncia salva”, diz Cida Gonçalves

Discurso acontece em meio às polêmicas sobre o atendimento realizado à jornalista Vanessa Ricarte na Capital

Michelly Perez - 27/02/2025 • 10:40

Foto: SEJUSP

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves falou sobre o fortalecimento e expansão das Casas da Mulher Brasileira durante o programa Bom Dia, Ministra desta quinta-feira (27). Atualmente, existem 10 Casas em funcionamento no país, localizadas em Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Boa Vista (RR), Ceilândia (DF), São Luís (MA), Salvador (BA), Teresina (PI) e Ananindeua (PA)

“Ela (Casa da Mulher Brasileira) é exatamente para evitar a Via Crucis da mulher. Vai em uma delegacia, depois tem que ir no IML, tem que passar por todos os serviços, isso demora quase dez, 15 dias. A Casa da Mulher Brasileira é todos os serviços num mesmo espaço físico para atender essa mulher. Então o papel é fazer a integração e a humanização do atendimento. Inova o fato de você, por exemplo, ter os Juizados de violência contra as mulheres e a medida protetiva, que deveria, e está prevista até 48 horas, pode sair em duas, três horas, porque estão ali, dependendo da gravidade e análise do risco da mulher”, explicou a ministra

Segundo Cida, no país existem mais de 400 mil medidas protetivas para proteger mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Para ela, esse dado revela que é necessário que todos confiem nos sistemas de proteção e que as mulheres se sintam encorajadas a buscar atendimento.

“A medida protetiva salva, ir na delegacia salva, fazer a denúncia salva. As mulheres que estão morrendo, a grande maioria são aquelas que nunca fizeram uma denúncia. Então, acreditem na medida protetiva, acreditem na denúncia e acreditem no Governo Federal”, afirmou a ministra.

Vanessa Ricarte

No dia 18 de fevereiro, a ministra Cida esteve em Campo Grande após o caso de feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte que ampliou o debate sobre a necessidade de remodelar os atendimentos oferecidos na Casa da Mulher e também, de todo o sistema de proteção às vítimas.

Entre as pautas discutidas no encontro está a gestão compartilhada do serviço da Casa da Mulher Brasileira (CMB)  da capital, para que estado e município assumam a coordenação de maneira conjunta e a necessidade de informatização na Deam, inclusive com gravação dos atendimentos, como já existem em algumas delegacias do país, além de qualificação da equipe.

O Ministério das Mulheres acordou ainda implementar o piloto do sistema UNA Casa da Mulher Brasileira na unidade de Campo Grande a partir de março, fase inicial de testes.

“O Estado falhou e precisamos fazer melhorias”, afirmou o governador. “O estado de Mato Grosso do Sul quer colaborar mais nesse processo”, complementou Riedel, em acordo com a proposta de retomar a gestão compartilhada da Casa.

Tags: Cida Gonçalves, segurança, Violência contra as Mulheres,