Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Rede extremista digital promovia violência simbólica, automutilação e cooptação de jovens com perfis falsos
Michelly Perez - 05/05/2025 • 09:34
Foto: PCRJ
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), desarticulou neste fim de semana a Operação Fake Monster, contra uma rede criminosa que atuava em plataformas digitais, promovendo a radicalização de adolescentes, a disseminação de crimes de ódio, automutilação e conteúdos violentos.
A ação, que também contou com a atuação das polícias civis do Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo de forma simultânea, surgiu após um alerta da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que identificou células digitais voltadas à indução de condutas violentas em jovens por meio de linguagens cifradas e desafios com simbologia extremista.
Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Cotia (SP), São Vicente (SP), Vargem Grande Paulista (SP), São Sebastião do Caí (RS), Campo Novo do Parecis (MT).
A deflagração da operação foi planejada para neutralizar condutas digitais que vinham sendo articuladas com potencial risco à ordem pública, em especial diante de eventos de grande concentração popular no Rio de Janeiro, sem que houvesse qualquer impacto para os frequentadores.
O nome da operação faz referência ao uso de perfis falsos por parte dos aliciadores, que se apresentavam como membros da comunidade de fãs da cantora Lady Gaga — conhecidos mundialmente como “little monsters” (monstrinhos, em português).