Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Agora, os esforços se concentram em áreas de difícil acesso, rios e lagos; cada minuto é decisivo nesta força-tarefa
Michelly Perez - 28/01/2026 • 07:58
Foto: reprodução-internet
A esperança ainda resiste, mas o cansaço é evidente. Já são 24 dias desde que as crianças desapareceram no quilombo São Sebastião dos Pretos em Bacabal (MA), e o cenário para as equipes de busca mudou drasticamente. Após vasculharem áreas mais abertas e trilhas conhecidas, os bombeiros, policiais e voluntários agora entram em uma fase muito mais delicada e perigosa: a varredura profunda em áreas de mata fechada, leitos de rios e lagos.
O tempo é o maior inimigo, mas a estratégia foi traçada com precisão para não deixar nenhuma pedra sobre pedra. Com o passar dos dias, as autoridades decidiram intensificar a busca em locais onde a visibilidade é quase zero.
Mergulhadores em ação: Equipes especializadas estão explorando o fundo de lagos e rios da região, descartando hipóteses de afogamento.
Cães farejadores: Os animais continuam sendo a peça-chave para identificar rastros em meio à vegetação densa.
Drones com sensor térmico: A tecnologia está sendo usada para tentar captar qualquer sinal de calor humano sob a copa das árvores, o que é quase impossível de ver a olho nu.
O que impressiona é a união. Além das forças oficiais do Estado, comunidades locais e mateiros experientes estão ajudando a guiar os resgatistas por caminhos que não constam em mapas oficiais.
O desafio: A região é marcada por um terreno irregular e clima instável, o que dificulta o trabalho dos helicópteros e coloca em risco até mesmo os profissionais que estão no solo.
Enquanto as equipes se revezam em turnos de 24 horas, a família das crianças aguarda notícias na base de operações. Cada objeto encontrado — um pedaço de pano, uma pegada ou um galho quebrado — é analisado com perícia para saber se pode ser uma pista real.
A orientação das autoridades é clara: qualquer informação deve ser repassada imediatamente pelos canais oficiais (190 ou 193). Não tente realizar buscas por conta própria em áreas de risco para não se tornar mais uma vítima. (com Agência Brasil)