Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Falta de fiscalização e acesso fácil a substâncias perigosas contribuem para altos índices
Michelly Perez - 08/09/2025 • 11:09
Foto: Freepik
Um levantamento da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), divulgado nesta segunda-feira (8), ‘revelou’ um cenário preocupante na saúde pública do país. Nos últimos 10 anos, o Brasil registrou 45.511 atendimentos de emergência por envenenamento que exigiram internação na rede pública. Isso equivale a uma média de 4.551 casos por ano, ou um a cada duas horas.
Os dados, que vão de 2009 a 2024, mostram que mais de 3.400 dessas internações foram por intoxicação proposital, causada por terceiros.
A Abramede alerta para a facilidade de acesso a substâncias tóxicas, a falta de fiscalização e a impunidade. A entidade também ressalta o uso de venenos em contextos íntimos, muitas vezes com motivações emocionais.
As substâncias mais ‘populares’ nos casos de envenenamento são drogas e medicamentos não especificados, produtos químicos e substâncias químicas nocivas. Nos casos acidentais, os mais comuns são por exposição a analgésicos, pesticidas e álcool.
A distribuição dos casos mostra que o Sudeste concentra quase metade dos atendimentos, com mais de 19 mil ocorrências em 10 anos. O estado de São Paulo lidera com 10.161 registros, seguido por Minas Gerais.
O Sul aparece em segundo lugar, com mais de 9.600 atendimentos, com destaque para o Paraná e o Rio Grande do Sul. No Nordeste, a Bahia e Pernambuco se destacam. Já no Centro-Oeste, o Distrito Federal e Goiás lideram o ranking.
O perfil das vítimas de envenenamento, sejam acidentais ou propositais, é predominantemente masculino. A faixa etária com mais ocorrências são os adultos jovens, de 20 a 29 anos, e crianças entre 1 e 4 anos. Bebês e idosos são as faixas com o menor número de registros. (com Agência Brasil)
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