Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Defesa de Jairinho abandona plenário; mãe de Henry deixa prisão, enquanto ex-vereador permanece detido.
Michelly Perez - 23/03/2026 • 12:20
Foto: reprodução-internet
O júri do caso Henry Borel, no Rio de Janeiro, foi adiado para 25 de maio após uma manobra da defesa de Jairinho, que abandonou o plenário alegando não ter acesso completo às provas. Com isso, a mãe do menino, Monique Medeiros, teve sua prisão relaxada e aguardará em liberdade, enquanto Jairinho permanecerá detido.
O julgamento, marcado para esta segunda-feira (23), começou com o sorteio do Conselho de Sentença e a leitura da denúncia, mas foi interrompido após os advogados de Jairinho declararem não poder prosseguir, inviabilizando a sessão. A juíza Elizabeth Machado Louro classificou a atitude como abandono processual e determinou que a defesa ressarcisse os custos do julgamento, além de encaminhar o caso à OAB para avaliação de sanções ético-disciplinares.
Leniel Borel, pai de Henry, criticou a manobra da defesa e declarou: “Assassinaram meu filho pela segunda vez”. O promotor do caso, Fábio Vieira, anunciou que irá recorrer da decisão que soltou Monique, considerando a ação da defesa de Jairinho “completamente ilegal”.
A defesa do ex-vereador argumentou que houve contradições nos laudos periciais e sugeriu que a morte de Henry poderia ter ocorrido devido a manobras de ressuscitação no hospital. No entanto, a Polícia Civil e o Hospital Barra D’Or afirmam que a criança já chegou morta à unidade, confirmando a versão de agressões repetidas.
Com a nova data marcada, o julgamento será retomado em 25 de maio, quando os jurados irão analisar provas, ouvir testemunhas e decidir sobre a culpa de Jairinho e Monique, encerrando um dos casos mais repercutidos no país nos últimos cinco anos. (com informações G1)
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