Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Em sistema de rodízio, detentos podem chegar a cumprir pena na penitenciária federal de Campo Grande
Michelly Perez - 13/11/2025 • 09:39
Foto: Rogério Santana/Divulgação
A Polícia Penal Federal transferiu ontem (12) sete chefes do Comando Vermelho para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. A remoção, realizada a pedido do governo do Rio de Janeiro, reforça o isolamento das principais lideranças da facção após uma série de operações de alto impacto no estado.
Com a nova inclusão, o Rio passa a ser a unidade federativa com o maior número de detentos sob custódia federal: são 66 presos de alta periculosidade distribuídos pelo Sistema Penitenciário Federal. Só em 2025, já foram contabilizadas 19 novas transferências para unidades de segurança máxima.
A medida ocorre duas semanas após a Operação Contenção — a mais letal já registrada no país — que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, e resultou na prisão de 113 suspeitos nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.
Nas redes sociais, o governador Cláudio Castro comemorou a operação e destacou a necessidade de ação conjunta entre estados e governo federal. “A segurança pública não é um problema local, é um desafio nacional que exige cooperação, inteligência e coragem”, escreveu.
Nas penitenciárias federais, cada preso cumpre regime extremamente restritivo: cela individual, 22 horas de isolamento diário, duas horas de banho de sol e monitoramento permanente por policiais penais. O objetivo é neutralizar a liderança criminosa e interromper qualquer possibilidade de comunicação com o crime organizado.
Paralelamente ao isolamento das lideranças, a Senappen afirma atuar com operações de inteligência penitenciária e ações integradas de segurança pública. Em comunicado, o órgão informou ter investido mais de R$ 2,8 milhões em tecnologia e inteligência prisional no Rio de Janeiro apenas neste ano, com recursos do Fundo Penitenciário Nacional.
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