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Hospital Universitário de Santa Maria realizou procedimento complexo para corrigir uma má-formação congênita
Michelly Perez - 20/08/2025 • 09:48
Foto: divulgação
Uma cirurgia complexa, mas bem-sucedida, realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), no Rio Grande do Sul, salvou a vida de um recém-nascido com uma condição rara.
A operação, chamada EXIT-like, foi feita em um bebê que tinha gastrosquise, uma má-formação em que os órgãos do abdômen se formam do lado de fora do corpo.
O procedimento ocorreu no dia 1º de agosto e foi planejado com antecedência. A ginecologista e obstetra Caroline Mombaque dos Santos explicou que a técnica permite que a cirurgia seja feita enquanto o bebê ainda está conectado à mãe, recebendo oxigênio através da placenta.
“A técnica EXIT consiste em manter a circulação fetoplacentária durante a cesariana até que as vias aéreas ou outras condições do bebê sejam tratadas”, detalhou a médica.
No caso da gastrosquise, essa técnica permite que os órgãos expostos sejam recolocados ainda no momento do parto, diminuindo o inchaço e reduzindo os riscos para o bebê no pós-operatório.
A cirurgia foi resultado de um grande trabalho em equipe. Profissionais de diversas áreas como Obstetrícia, Cirurgia Pediátrica, Pediatria e Anestesia, entre outras, acompanharam o caso desde o pré-natal. “O sucesso depende de um trabalho muito bem coordenado entre todas as equipes envolvidas”, reforçou o ginecologista Lauro Henrique Heinsch Domenighi.
O diagnóstico de gastrosquise, que afeta cerca de dois a quatro bebês a cada 10 mil gestações, foi feito durante a gravidez. O acompanhamento contínuo por ultrassom, usando um exame chamado SRI (Svetliza Reducibility Index), foi crucial para que os médicos pudessem definir o melhor momento para o parto.
A residente de Medicina Fetal Camila Tirelli Cavalli destacou a importância de ver o processo completo. “Participar do EXIT-like foi muito enriquecedor. É um procedimento que não vemos com frequência, e acompanhar desde o pré-natal até a cirurgia nos permite entender melhor sua importância e explicar às pacientes”, afirmou.
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