Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Defesa pontua que político é vítima e polícia suspeita de envolvimento de secretários do município
Michelly Perez - 18/02/2025 • 08:04
Foto: reprodução-Podemos
A defesa de José Aprígio, ex-prefeito de Taboão da Serra, afirmou ontem (17) que o político recebeu com surpresa a informação de que a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado de São Paulo indicou que o atentado contra ele, em outubro de 2024, foi forjado. 

Vale lembrar, que o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, juntamente com a Polícia Civil de Taboão da Serra deflagraram ontem (17) a Operação Fato Oculto para cumprir dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária.
A suspeita dos órgãos de investigação é que a tentativa de homicídio contra Aprígio tenha sido forjada para beneficiá-lo nas eleições municipais passadas. Aprígio (Podemos) tentava a reeleição, mas foi derrotado no segundo turno por Daniel Bugalho (União Brasil). Há indícios de que o suposto atentado tenha sido organizado por secretários da administração municipal.
De acordo com o advogado, Allan Mohamed Melo Hassan, o ex-prefeito deve ser considerado uma vítima do atentado, sendo atingido pelo disparo.
“[Aprígio] foi surpreendido na manhã de hoje com desdobramento das investigações envolvendo a tentativa de homicídio que sofrera durante as eleições municipais de 2024. José Aprígio é vítima, sofreu um tiro com armamento pesado em outubro de 2024 que, por sorte, não ceifou a sua vida”, disse o advogado, em nota.
Segundo a Polícia Civil, não há elementos, até o momento, que garantam que o ex-prefeito, derrotado nas eleições municipais de 2024, soubesse da armação do atentado. Quando foi atingido, Aprígio estava dentro de um carro blindado. A blindagem, no entanto, falhou, o que permitiu que o ex-prefeito tenha sido atingido.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que um homem foi preso, houve apreensão de celulares, computadores, dinheiro e armas. Gilmar de Jesus Santos, suspeito de ser o atirador, foi preso ainda no ano passado. Um outro atirador e um comparsa estão foragidos.
Tags: Ataque, Político, Taboão da Serra,