Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Primeira Turma analisa nesta terça (24) a responsabilidade de cinco réus no crime que chocou o Brasil
Michelly Perez - 24/02/2026 • 07:55
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, assassinados em 2018 no Rio de Janeiro.
A sessão está marcada para começar às 9h30 e definirá se os cinco réus serão condenados ou absolvidos. Outras duas sessões já estão reservadas: uma na tarde desta terça e outra na manhã de quarta-feira (25).
Respondem ao processo o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa, o major da PM Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos permanecem presos preventivamente.
O julgamento será acompanhado por familiares das vítimas, entre eles a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, e Agatha Reis, viúva do motorista.
Segundo a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, que confessou ter efetuado os disparos, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa teriam sido os mandantes do crime.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, Barbosa teria participado do planejamento da execução. Já Ronald Alves de Paula é acusado de monitorar a rotina da vereadora e repassar informações, enquanto Robson Calixto teria entregue a arma usada no assassinato.
As apurações indicam que o homicídio estaria ligado à atuação política de Marielle contra interesses fundiários associados ao grupo dos irmãos Brazão em áreas dominadas por milícias no Rio. Em depoimentos, todos os acusados negaram envolvimento.
A decisão será tomada por quatro ministros, já que a Primeira Turma está sem quórum completo após a saída de Luiz Fux para a Segunda Turma.
Participam do julgamento os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino (presidente do colegiado), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O rito seguirá o padrão do tribunal: abertura por Dino, leitura do relatório por Moraes, manifestações da Procuradoria-Geral da República e das defesas, e, por fim, a apresentação dos votos que definirão o desfecho de um dos casos mais emblemáticos da política brasileira recente.
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