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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Molécula no veneno de aranha brasileira mostra potencial no tratamento do Câncer

A eficácia do composto foi comprovada em testes contra células leucêmicas resistentes a tratamentos convencionais

Da redação - 26/02/2024 • 09:00

Aranha brasileira/Butantan

Um avanço revolucionário no campo da medicina vem diretamente do Brasil: uma molécula encontrada no veneno de uma aranha caranguejeira, nativa do litoral de São Paulo, está mostrando um potencial promissor no tratamento do câncer. Além disso, o método para obtê-la é simples e de baixo custo, oferecendo esperança para milhões de pacientes em todo o mundo.

A substância, extraída do veneno da aranha Vitalius wacketi, demonstrou capacidade de eliminar células de leucemia em testes realizados in vitro. O cientista Pedro, do Laboratório de Toxinologia Aplicada do Instituto Butantan, descreveu o processo como inovador, destacando que a versão sintética da molécula manteve a atividade antitumoral observada na toxina natural do veneno.

Esta pesquisa é fruto de uma colaboração entre o Instituto Butantan e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Após mais de duas décadas de desenvolvimento, a descoberta já foi patenteada e está pronta para avançar para novos estágios.

Uma das características mais notáveis do composto é sua capacidade de induzir a apoptose, ou morte programada, das células tumorais. Isso significa que as células cancerígenas se autodestroem de forma controlada, evitando reações inflamatórias prejudiciais ao organismo.

O pesquisador Thomaz Rocha e Silva, do Einstein, explicou que outras estratégias no mercado induzem a apoptose, mas são tecnologias caras e demoradas para produzir. Em contraste, a nova molécula brasileira é simples e econômica, o que pode acelerar sua chegada ao mercado e torná-la acessível a um maior número de pacientes.

De acordo com o Só Notícia Boa, a eficácia do composto foi comprovada em testes contra células leucêmicas resistentes a tratamentos convencionais, e os cientistas agora planejam expandir os estudos para câncer de pulmão e de ossos. Além disso, estão planejando testes em células humanas saudáveis para confirmar a segurança do tratamento.

O diretor de inovação do Butantan, Cristiano Gonçalves, afirmou que o grupo está em contato com empresas interessadas em licenciar a tecnologia para produção em larga escala. Esse passo é fundamental para que o produto chegue rapidamente aos pacientes que necessitam desse avanço crucial na luta contra o câncer. Com essa nova descoberta, o Brasil se destaca no cenário mundial da pesquisa médica, oferecendo uma nova esperança na batalha contra essa doença devastadora.