Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Mariana Michelini amarga as consequências após procedimentos em busca da beleza
Da redação - 05/02/2024 • 10:00
Em 2020, aos 35 anos, Mariana Michelini decidiu investir em procedimentos estéticos para realçar sua beleza. No entanto, a escolha por preenchimentos nos lábios, queixo e maçãs do rosto trouxe consigo um pesadelo inesperado. O que deveria ser um impulso para a autoestima virou drama.
Após seis meses, Mariana acordou com um rosto inflamado, avermelhado e dolorido, desencadeando uma jornada de descobertas angustiantes. Uma biópsia revelou que o produto aplicado não era o ácido hialurônico esperado, mas sim PMMA (polimetilmetacrilato), um preenchedor definitivo com riscos e desafios únicos.
O PMMA, embora aprovado pela Anvisa para uso estético e reparador, é desencorajado pela SBCP devido à sua natureza permanente e potencial aderência a pele, músculos e ossos. A remoção segura do PMMA, especialmente em casos de inflamação, tornou-se uma batalha complexa para médicos especializados.
Atualmente, a preferência dos profissionais recai sobre o ácido hialurônico, uma substância absorvível e considerada mais segura. Sua aplicação, além de ser reversível com a enzima hialuronidase, oferece resultados naturais e duradouros por até dois anos.
Conforme o jornal de Brasília, desde 2021, Mariana enfrenta uma série de tratamentos, incluindo intervenções para extrair partes do PMMA, uso de antibióticos e corticoides. Em dezembro do ano passado, ela passou pela primeira cirurgia de reconstrução, com planos para outra nos próximos meses. Sua coragem em compartilhar a história nas redes sociais resultou em um processo legal, impondo restrições sobre a divulgação do nome ou profissão do responsável pelo procedimento.