Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
General será entregue ao Comando Militar do Leste e ficará sob custódia do Exército
Michelly Perez - 14/12/2024 • 08:30
Foto: Marcos Corrêa/PR
A manhã desta sábado (14) começou agitada no Rio de Janeiro, já que a Polícia Federal prendeu o ex-ministro da Defesa e general Walter Braga Netto, um dos alvos do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado no país após as eleições de 2022.
De acordo com informações do PF a prisão foi necessária porque o ex-ministro estaria atrapalhando as investigações, “na livre produção de prova durante a instrução do processo penal”. 

Agentes da Polícia Federal realizam buscas na casa do general, em Copacabana. Os mandados de prisão preventiva, busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).
Braga Netto será entregue ao Comando Militar do Leste e ficará sob custódia do Exército.
O general foi candidato a vice-presidente em 2022 na chapa com Jair Bolsonaro. Antes, ocupou os cargos de ministros da Casa Civil e da Defesa na gestão de Bolsonaro. Em 2018, comandou a intervenção federal na segurança do estado do Rio de Janeiro.
Os agentes cumpriram ainda mandado de busca e apreensão na residência do coronel Peregrino, assessor de Braga Netto.
Em relatório enviado ao STF, no mês passado, a Polícia Federal apontou que Braga Netto teve partiipação concreta nos atos relacionados à tentativa de golpe de Estado e da abolição do Estado Democrático de Direito, inclusive na tentativa de obstrução da investigação. Na ocasião, a PF indiciou o militar e mais 36 acusados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. (com Agência Brasil)
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