Campo Grande - quarta-feira, 24 de junho de 2026
Mais de 300 casos estão sendo investigados no Rio Grande do Sul
Michelly Perez - 21/05/2024 • 07:49
Com redução das enchentes, população tenta recomeçar/Foto: Reprodução-Tânia Meinerz/JC
A Secretaria da Saúde (SES) confirmou ontem (20), a morte de um homem de 67 anos, residente do município de Travesseiro, no Vale do Taquari, por leptospirose. A confirmação se deu após o resultado positivo na amostra analisada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre. Mais de 300 pessoas no estado estão com suspeita da doença.
O óbito do paciente aconteceu na sexta-feira (17). Os primeiros sintomas foram percebidos em 9 de maio.
Esse é o primeiro caso de óbito confirmado no Rio Grande do Sul (RS) após as enchentes registradas desde o fim de abril. Contudo, não é o primeiro do ano no Estado, visto que a leptospirose é uma doença considerada endêmica, ou seja, com circulação sistemática no ambiente. Episódios como alagamentos aumentam a chance de infecção.
A SES, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vem realizando o monitoramento de casos suspeitos a partir das notificações realizadas pelos municípios. Nas últimas semanas, foram identificadas 304 ocorrências não confirmadas de leptospirose e 19 casos confirmados.
Antes do período de calamidade enfrentado pelo Rio Grande do Sul, com dados até 19 de abril, o Estado já havia registrado, em 2024, 129 casos e seis óbitos. Em 2023, foram 477 casos e 25 óbitos.
A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda e transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, que pode estar presente na água ou na lama de locais com enchentes. O contágio ocorre através do contato da pele com a água contaminada ou por meio de mucosas.
Os principais sintomas são: febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial, na panturrilha) e calafrios. Eles surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias.
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