ícone whatsapp

Nacional

Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Startup brasileira usa fungo e impressão 3D para “caçar” mosquito da dengue

Tecnologia desenvolvida no Tocantins cria armadilha biodegradável que infecta o Aedes aegypti sem usar veneno químico

Michelly Perez - 18/02/2026 • 10:01

Foto: Divulgação

A luta contra a dengue, zika e chicungunha acaba de ganhar um aliado de peso vindo diretamente dos laboratórios do Tocantins. A startup WASI Biotech desenvolveu uma armadilha inovadora que promete revolucionar o combate ao mosquito Aedes aegypti.

Feito em impressoras 3D com material que não agride o meio ambiente, o dispositivo atrai o inseto e o infecta com um fungo natural (chamado Metarhizium anisoplia).

O “pulo do gato” da invenção é que o fungo é totalmente inofensivo para humanos e pets, mas fatal para o ciclo de doenças do mosquito. Uma vez contaminado, o inseto vive menos e perde a capacidade de transmitir os vírus para as pessoas. É o controle biológico substituindo — ou reforçando — o uso de inseticidas químicos comuns.

Tecnologia com Propósito

Além de ser uma armadilha, o dispositivo é inteligente. Ele pode ser equipado com sensores que monitoram temperatura e umidade, gerando dados valiosos para as secretarias de saúde mapearem onde o perigo mora.

Segundo Walmirton D’Alessandro, um dos fundadores da empresa e doutor em Medicina Tropical, a ideia nasceu na universidade e se tornou um negócio real graças ao apoio do Programa Centelha, do Governo Federal.

“A contribuição do Centelha foi essencial para transformar a ideia em um produto viável”, afirma o pesquisador.

Atualmente, a tecnologia está em fase de testes reais em campo para garantir que funcione perfeitamente antes de ser produzida em larga escala.

Foco no Bem Comum

O objetivo da startup é focar no modelo B2G (Business to Government), ou seja, fornecer essa solução para prefeituras e governos. Para quem sonha em empreender na área científica, Walmirton deixa a dica: “Empreender com base científica é um caminho sólido para gerar impacto real e sustentável”.

Com o sucesso dos testes, a armadilha produzida no Tocantins pode em breve ser a nova barreira de proteção em bairros de todo o país.

Tags: Inovação, mosquitos, Startup,