Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Voto de minerva? Suspeição de Toffoli abre brecha para empate no STF; placar igual favorece o banqueiro
Michelly Perez - 13/03/2026 • 10:06
Foto: reprodução
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a decidir, a partir das 11h desta sexta-feira (13), o futuro do banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros da Segunda Turma vão julgar se mantêm a prisão do dono do Banco Master. Vorcaro foi alvo da Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Além do banqueiro, o tribunal decide se mantém presos o cunhado dele, Fabiano Zettel, e um escrivão aposentado da PF. De acordo com as investigações, o grupo operava fraudes financeiras e tentava intimidar quem cruzasse o caminho do banco. Inclusive, a PF encontrou mensagens de Vorcaro ameaçando o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O julgamento será virtual e conta com um detalhe importante: o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não vota. Dessa forma, apenas quatro ministros decidem o caso. Portanto, se houver um empate de 2 a 2, o resultado favorece o réu e o banqueiro pode ser solto imediatamente.
Vale lembrar, que a Polícia Federal pediu a prisão de Vorcaro após descobrir que ele tinha “espiões” dentro do Banco Central e da própria PF. Nesse sentido, o banqueiro recebia informações sigilosas sobre as investigações contra ele. Anteriormente, ele já havia tentado fugir para Dubai em um jatinho particular, mas a polícia o interceptou na pista de decolagem.
O caso também envolve uma tragédia. Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e braço direito de Vorcaro, atentou contra a própria vida enquanto estava preso na carceragem da PF em Belo Horizonte.
Atualmente, o Banco Master está sob liquidação decretada pelo Banco Central por suspeita de fraudes bilionárias. A defesa de Vorcaro tenta reverter a prisão preventiva para domiciliar, alegando falta de riscos ao processo.
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