Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Um mês após a tragédia, 171 pessoas perderam a vida e outras 43 seguem desaparecidas
Michelly Perez - 01/06/2024 • 16:34
Contato prolongado com a água aumenta contaminação/Foto: Reprodução/Gustavo Mansur-Palácio Paratini
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, a oitava morte por leptospirose relacionada às enchentes no estado. O registro refere-se a um homem de 31 anos, morador do município de São Leopoldo (RS), que ficou muito tempo exposto à água contaminada.
Um mês após a enchente, 77.729 pessoas foram resgatas e outras 581.638 estão desalojadas; até o momento, 473 municípios foram afetados e 171 moradores perderam a vida. Os trabalhos de resgate continuam na tentativa de localizar mais 43 desaparecidos.
De acordo com informe epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CEVS), da Secretaria Estadual da Saúde, mais 12 mortes estão em investigação sob suspeita de leptospirose. Devido às enchentes, ao todo foram notificados 2.548 casos da doença, sendo que 148 deles (5,8%) foram confirmados.
Doença bacteriana infecciosa aguda, é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados, em contato com a pele e mucosas. A bactéria pode estar presente na água contaminada ou lama, e os alagamentos aumentam a chance de infecção entre a população exposta. A água em regiões alagadas pode se misturar com o esgoto.
Os sintomas surgem normalmente de cinco a 14 dias após a contaminação, podendo chegar a 30 dias. Os principais são febre, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo (em especial na panturrilha) e calafrios. A orientação à população é procurar um serviço de saúde logo nas primeiras manifestações. Nos municípios sem serviços de saúde disponíveis, as pessoas devem procurar qualquer profissional de saúde em abrigos, albergues ou ginásios.
A Secretaria estadual da Saúde alerta para outros sintomas a serem observados pelos profissionais de saúde, como tosse, sensação de falta de ar ou respiração acelerada, alterações urinárias, vômitos frequentes, icterícia, escarros com presença de sangue, arritmias, alterações no nível de consciência.
A doença apresenta elevada incidência em determinadas áreas, além do risco de letalidade, que pode chegar a 40% nos casos mais graves. (com Agência Brasil)
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