Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Quadrilha escondia produtos ilegais, como armas e eletrônicos, em cargas legais para circular pelo país
Michelly Perez - 28/08/2025 • 07:18
Foto: Receita Federal
A Receita Federal e a Polícia Federal deram um basta na farra do contrabando e descaminho nesta quinta-feira (28), com a deflagração da Operação MANIFESTO. O objetivo é claro: desmantelar um grupo que lucrava alto com a entrada irregular de produtos paraguaios no Brasil.

A investigação começou de forma inusitada. Em julho de 2023, um caminhão tombou na BR-267, perto de Nova Alvorada do Sul (MS), revelando uma carga escondida de mercadorias contrabandeadas. A trama se adensou quando o dono da transportadora, para não “perder” o seguro do veículo, tentou alterar a ocorrência.
A partir daí, a polícia percebeu que o acidente era apenas a ponta do iceberg. As análises revelaram um esquema sofisticado e bem-estruturado, com funções definidas para cada membro do grupo. A lista de produtos era extensa e preocupante, incluindo eletrônicos, medicamentos, óculos e até mesmo armas de fogo.
O modus operandi do grupo era uma verdadeira coreografia criminosa: após as compras no Paraguai, os itens eram levados para Campo Grande ou cidades vizinhas. De lá, uma transportadora de confiança era contratada para disfarçar a carga ilegal entre produtos legítimos e enviá-la para um destino, principalmente em São Paulo.
A primeira Vara Federal de Dourados (MS) emitiu 9 mandados de busca e apreensão – 8 em Mato Grosso do Sul e 1 em São Paulo – além de bloquear ativos de 9 envolvidos, no valor de R$ 622 mil por cabeça. A operação conta com a participação de 6 auditores e 5 analistas tributários da Receita Federal, além de 36 policiais federais.
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