Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Motorista de aplicativo que deu cobertura para autores estava por dentro do esquema para matar outro alvo
Dayane Mendonça - 05/05/2024 • 20:28
O Batalhão de Choque da Polícia Militar prendeu os suspeitos de matar dois adolescentes de 13 anos, por engano, na noite de sexta-feira, 3 de maio, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Um dos envolvidos foi preso na mesma rua onde houve o crime, e outro em uma casa de massagem na Vila Jacy.
Durante apuração dos fatos os policiais empregaram diligências no sentido de identificar e capturar os autores dos disparos. As informações indicavam a pessoa de R.M de 18 anos como integrante do bando que organizou o atentado, cujo alvo principal seria o desafeto P.H.
A equipe encontrou R.M em sua residência na Rua Flor de Maio, no Jardim das Hortências, na companhia da mãe.
Apesar de negar qualquer envolvimento nos homicídios, acabou revelando que possuía uma arma de fogo no imóvel, sendo esta apreendida.
Ao receber voz de prisão R.M acrescentou que teria vago conhecimento sobre os autores dos homicídios, indicando os primeiros nomes N. e J.M.
Diante de tais informações a polícia capturou N. em uma casa de massagem na Vila Jacy. Que no ambiente, mais precisamente na mochila do suspeito, foi localizado e apreendido um revólver Cal. 357.
O rapaz confirmou que portava a arma durante a empreitada criminosa, no entanto, ficou com a tarefa de pilotar a motocicleta enquanto J.M, de posse de uma pistola 9mm, efetuava diversos disparos contra os presentes.
Segundo N., no ato dos disparos, nem mesmo parou a motocicleta, realizando os disparos com o veículo em movimento. Após os disparos, todos os envolvidos se reuniram na residência de R.M na mesma rua, neste momento N. observou que J.M havia descarregado o carregador da pistola, dando aproximadamente 16 tiros.
Ainda conforme apuração da polícia, após esconderem a motocicleta no quintal de R.M, os criminosos acionaram um motorista de aplicativo e abandonaram a região.
O revólver apreendido com N. pertencia ao um interno da máxima que também conhecia a intenção inicial de matar P.H.
Dando continuidade às diligencias, desta vez apoiadas por agentes do GARRAS e GOI, as equipes visitaram o imóvel do motorista de aplicativo, localizado na Vila Bandeirantes.
O motorista confirmou ter prestado apoio ao trio utilizando o veículo HB20, contudo, contrariando as informações de N. e R.M, disse desconhecer os fatos investigados.
Em narrativa aos policiais, N. lembra das indagações do motorista que ao deixar a região no interior do HB20, questionou o resultado alcançado: “deu bom…? porque eu nem escutei os tiros e estava aqui pertinho”.
Restou evidente que o motorista conhecia o plano para matar P.H e, mesmo com os acontecimentos inesperados, manteve-se fiel ao acordo firmado com os comparsas.
R.M, N. e G., o motorista, foram conduzidos a delegacia. J.M foi o único a não ser detido.