Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Categoria solicita o reajuste do subsídio de 28%, percentual necessário para alcançar o 6º melhor salário do país
Michelly Perez - 29/08/2024 • 10:18
Imagens/A Foto da Rua
Policiais civis de Mato Grosso do Sul realizam uma manifestação pacífica na frente da Assembleia Legislativa. Ao som de rap fazendo menção ao comunicado emitido pelo Deputado Pedro Caravina, que indicou que o governo não teria condições de reajustar os salários da categoria, os agentes apresentam as reivindicações da classe, sobre o reajuste salarial, prometido desde o início do ano pelo governo do Estado.
Dentre as reivindicações da categoria estão: Reajuste do subsídio de 28%, percentual necessário para alcançar o 6º melhor salário, conforme promessa do Governo do Estado; reajuste do Auxílio Alimentação para R$ 800; implementação do Auxílio Saúde, no mesmo valor fornecido ao Delegados de Polícia; plantão voluntário remunerado e adicional de fronteira.
Com palavras de protesto a letra do rap utilizado durante a mobilização se resume em pedidos por horas extras, desrespeito a lei, mudanças, riscos constantes, desvalorização e a proteção de delegados. Confira:
De acordo com Francisco Orlando Franco, presidente do Sindicato dos Peritos Oficias, após reunião realizada nesta semana o Governo informou que não daria nenhum reajuste neste ano.
“A nossa manifestação é porque não conseguimos com o governo estadual progredir com a nossa negociação salarial, hoje a perícia oficial de Mato Grosso do Sul tem o terceiro pior salário, estamos tentando conversar e a nossa situação só piora, então junto com os policiais civis estamos na mobilização. Hoje os agentes estão em 16ª posição salarial com média de quase R$ 10 mil. Estamos desde o ano passado negociando”, lamentou.
Alexandre Barbosa, presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) reforçou que a mobilização visa pedir o apoio dos deputados para com as demandas da categoria.
“Hoje nossa manifestação é para pedir o apoio dos deputados para que seja criada uma comissão de intermediação junto ao governo do Estado, protocolamos um oficio com o governo do Estado, foram feitas varias promessas e a categoria recusou e estamos tentando seguir as conversas, parece que o governo está engessado”, frisou.
Os agentes acompanham a sessão desta quinta-feira da ALEMS. Durante o debate, o presidente deputado Gerson Claro (PP) destacou que o movimento da categoria é válido e que criará uma comissão para debater as reivindicações, porém solicitou que seja paralisada a manifestação, até que a comissão seja desenvolvida.
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