Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Grupo usava empresas de fachada e cargas agrícolas para ocultar crimes e movimentar fortunas
Michelly Perez - 14/08/2025 • 08:40
Foto: Reprodução-PF
A manhã desta quinta-feira (14) amanheceu agitada em Campo Grande. A Polícia Federal e a Receita Federal uniram forças para uma megaoperação, batizada de “Contra-Ataque III”, com um único objetivo: desmantelar um esquema pesado de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que agia na cidade.
O mais inusitado foi a “caça ao tesouro” em uma mansão na cidade. Os agentes utilizaram drones e precisaram até de escadas para pegar celulares que estavam escondidos no telhado.
A ação é resultado de um trabalho de detetive que começou em Minas Gerais. Investigadores de lá identificaram que a galera do tráfico, que vendia armas e drogas no Triângulo Mineiro, se abastecia de mercadoria aqui, na capital sul-mato-grossense.
Com a pista em mãos, a PF e a Receita aqui do MS mergulharam na investigação e descobriram um esquema de dar inveja a qualquer roteiro de filme. Os criminosos usavam cargas de produtos agrícolas para esconder as drogas e movimentavam uma fortuna com empresas “de fachada”, como revendas de carros e oficinas mecânicas, para disfarçar o dinheiro sujo.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em casas e empresas. Um haras luxuoso não escapou da ação. A Justiça também mandou bloquear as contas bancárias e sequestrar bens dos envolvidos.
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