Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Dias depois, a vítima ligou novamente no 190 para agradecer os agentes pelo socorro
Michelly Perez - 06/08/2025 • 10:07
Foto: PMMS
Uma ligação para o 190, que a princípio parecia um pedido incomum por um remédio, revelou um pedido de socorro urgente em Campo Grande. A vítima, uma mulher em situação de violência doméstica, ligou para a Polícia Militar e, para não levantar suspeitas do agressor, pediu uma “dipirona”.
Do outro lado da linha, o atendente demonstrou sensibilidade e preparo ao identificar a mensagem oculta no pedido. Ele conduziu a conversa com perguntas discretas para obter mais informações sobre a situação de perigo.
“A senhora confirma aí, se for positivo a informação, a senhora fala dipirona novamente. É seu marido?”, questionou o policial.
“Sim, é a dipirona, sim”, respondeu a vítima, confirmando a identidade do agressor.
Para avaliar a gravidade da situação, o atendente continuou: “Agora fala a intensidade da agressividade aí, a senhora miligramas, 10 miligramas, 20 miligramas ou 30 miligramas. Qual é a intensidade da agressividade dele?”.
A resposta da mulher, “30”, indicou que a situação era de alto risco. Rapidamente, uma equipe da Polícia Militar foi enviada ao local, onde prendeu o agressor e socorreu a vítima, que estava sem ferimentos graves. Em um gesto de gratidão, a mulher ligou novamente para a corporação dias depois para agradecer pelo atendimento e acolhimento.
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