Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Investigação aponta que organização criminosa enviava cocaína de Mato Grosso do Sul para outros estados; quase 3 toneladas da droga foram apreendidas durante as apurações
Michelly Perez - 02/06/2026 • 08:18
Foto: divulgação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Mens Occulta para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro. Em Mato Grosso do Sul, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campo Grande, além de medidas judiciais em Corumbá, cidade apontada como origem da cocaína distribuída pelo grupo.
Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão e 25 de prisão preventiva nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa tinha base em Uberlândia (MG) e atuava no tráfico transnacional de cocaína. Durante as investigações, que resultaram em 11 prisões em flagrante, foram apreendidas aproximadamente 2,9 toneladas da droga, que teriam sido transportadas a partir da região de Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia.
As ordens judiciais foram cumpridas em Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Cariacica, no Espírito Santo; além de Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
De acordo com relatórios de inteligência financeira citados pela PF, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 70 milhões sem origem comprovada ao longo dos últimos cinco anos. Para ocultar os recursos obtidos com o tráfico, os investigados utilizariam empresas de fachada para adquirir bens de alto valor, entre eles apartamentos, ranchos, embarcações, veículos e cavalos de raça.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O nome da operação, “Mens Occulta”, expressão em latim que significa “mensagem oculta”, faz referência ao método de comunicação utilizado pelos integrantes da organização para tentar dificultar a ação das autoridades durante as investigações.