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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Polícia apura fraudes, superfaturamento e pagamentos por serviços não prestados em Selvíria

Nova fase de investigação mira servidores que ocupavam cargos de direção na saúde municipal

Michelly Perez - 10/09/2025 • 09:02

Foto: PCMS

A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagraram nesta quarta-feira (10) a segunda fase da Operação Vaga Zero. A ação conjunta, que investiga crimes de corrupção na Secretaria Municipal de Saúde de Selvíria, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram executadas na sede da Secretaria de Saúde, no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e em residências de servidores e pessoas ligadas ao esquema. O foco da investigação são contratos de serviços médicos e transporte de pacientes, firmados a partir de 2022 sem licitação.

Fraude e superfaturamento

Segundo as autoridades, há fortes indícios de superfaturamento e pagamento por serviços que nunca foram realizados. A apuração revelou dois contratos consecutivos, cada um no valor de cerca de R$ 1,45 milhão, com cláusulas que sugerem sobrepreço e fragilidade na execução.

Um dos contratos foi firmado com uma empresa de fachada. A polícia, ao visitar o endereço fornecido, encontrou apenas uma construção em andamento, sem qualquer sinal de atividade empresarial. Além disso, a investigação aponta para a possível existência de vínculos ocultos entre gestores públicos e os prestadores de serviço.

Alvos da operação

Entre os alvos dos mandados estão servidores que, na época dos fatos, ocupavam cargos de direção na área da saúde. Alguns deles já haviam sido afastados em uma operação recente da Polícia Federal. A investigação também inclui médicos que têm vínculo com o município.

A operação busca estancar o prejuízo ao erário público e garantir a continuidade das investigações, que correm sob sigilo para preservar as provas e a efetividade das diligências.

Tags: Fraudes, saúde, Selvíria,