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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Vídeo! “Estamos reféns”: comerciantes de Campo Grande pedem socorro após onda de furtos

Empresários do Centro da Capital relatam prejuízos constantes, falta de policiamento e ruas escuras

Michelly Perez - 07/05/2026 • 09:32

Foto: divulgação CDL-CG

A crescente onda de furtos em estabelecimentos comerciais voltou a acender o alerta em Campo Grande. Diante de ataques sucessivos registrados em diferentes regiões da cidade, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande cobrou ações urgentes das autoridades de segurança pública e denunciou a sensação de abandono enfrentada pelos comerciantes.

O caso mais recente ocorreu ao lado da própria sede da entidade, no Jardim Monte Líbano, onde uma empresária do ramo da beleza foi alvo de criminosos mais de uma vez nos últimos meses. Além do furto de equipamentos, ela relata prejuízos frequentes com o roubo de fiação de cobre.

“Os ladrões entram na parte externa e roubam os fios. O prejuízo é enorme e não temos respaldo em relação a policiamento”, afirmou a lojista, que preferiu não se identificar por segurança.

Segundo empresários da região, os crimes acontecem principalmente durante a madrugada, favorecidos pela baixa iluminação pública e pela ausência de rondas policiais frequentes. Após cada invasão, comerciantes precisam arcar com gastos elevados em reparos estruturais, sistemas de segurança e reposição de mercadorias.

O presidente da CDL, Adelaido Figueiredo, criticou a falta de efetividade no combate à criminalidade, apesar dos investimentos em videomonitoramento feitos nos últimos anos.

“Hoje existe fiscalização rigorosa para infrações de trânsito, mas não vemos a mesma eficiência no enfrentamento aos crimes que destroem o patrimônio dos comerciantes”, declarou.

A entidade também questiona a ausência de dados atualizados sobre furtos em Campo Grande nos sistemas oficiais da segurança pública estadual. Para a CDL, a deficiência nas estatísticas compromete a formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da criminalidade.

Em nota, a entidade reforçou que o setor varejista já enfrenta alta carga tributária e não pode continuar absorvendo prejuízos provocados pela insegurança. A principal reivindicação é a criação imediata de um plano integrado entre forças policiais e poder público, com reforço no patrulhamento ostensivo e melhorias na iluminação das regiões comerciais.

Para os lojistas, o avanço da criminalidade ameaça não apenas os negócios, mas também o desenvolvimento econômico da Capital.

Tags: Furtos, Roubos, segurança,